segunda-feira, setembro 03, 2007

Conselhos de uma mulher mais velha para as aborrescentes...

Olá! Depois de muito tempo, resolvi escrever um pouquinho, contando a cena ridícula que vi hoje, na ante-sala de um consultório médico, e dando conselhos para a jovenzinha que protagonizou a cena.

Como eu ia dizendo, estava na ante-sala do consultório. Estava eu, bonitinha, arrumadinha, de vestido discreto, preto, depois do trabalho (do qual saí para ir à médica que trata do meu pobre e fraco fígado)... aguardando minha consulta, quando apareceu uma mocinha de seus 18 ou 19 anos, e sentou-se à minha frente. Imediatamente ela começou a alisar e dar beijinhos no rapaz ao lado, cuja presença eu nem havia notado, porque estava completamente absorta em meu tricô.

Aí, claro, não pude deixar de notar a cena... e, claro, comecei a fazer minhas análises dos erros da mocinha. Alguns deles eu já cometi, outros eu vi amigas cometerem. Então, resolvi escrever a respeito.

1. A jovenzinha começou a se pendurar no jovem namorado, como se fora um cão marcando território. O primeiro erro dela foi, certamente, pensar que eu seria uma "devoradora de homens" só por estar relativamente bem vestida e, claro, sozinha. O segundo erro (e o pior, claro!), foi a reação: ao se pendurar no jovem, ela deu uma claríssima demonstração de ciúme sufocante. E isso, claro, é jogar o jovem nos braços (para não dizer na cama...) de outra. Que não será, necessariamente, a megera que está na frente do jovem casal na ante-sala do consultório.

2. O rapaz não estava nem aí para minha pessoa. Estava mais preocupado em ver o filme que estava passando na TV. E a mocinha, imediatamente, catou uma revista de fofocas e começou a falar ininterruptamente na orelha do pobre (sempre se pendurando nele, marcando território). Isso eu aprendi por experiência própria: tem momentos em que um homem precisa de silêncio. Tem momentos em que ele simplesmente não está interessado em saber o que a mocinha ao lado quer contar, principalmente se for fofoca de celebridades... o que era o caso. Claro que a mocinha estava querendo desesperadamente atrair a atenção do jovem e ele, evidentemente, estava fazendo ouvidos moucos, mais interessado em saber que os turistas já tinham fugido de Honduras por conta da chegada iminente do furacão Felix.

3. A mocinha deu claras demonstrações de insegurança por conta da minha presença (ela me olhava fixamente enquanto dava suas demonstrações de ciuminho de adolescente). Mas se esqueceu de uma coisa importantíssima: mulher que se preze confia em si própria. Ela esqueceu alguns detalhes, por exemplo: eu estou com o rosto cheio de espinhas (ah, hormônios!), enquanto ela tinha a pele perfeita e lisa; eu tenho quase 30 anos, enquanto ela provavelmente tem uns 18 (idade que, certamente, o jovenzinho ao lado deve preferir, devido à sua aparente pouca idade); eu podia estar bem vestida, mas ela é certamente muito mais magrinha e elegante do que eu (embora estivesse vestida com essa ode ao mau gosto chamada "jeans de cintura baixa"). Enfim, talvez por conta da pouca idade, não sabe que, quanto menos auto-confiança, mais ciúme. E quanto mais ciúme, maior a chance de ela espantar o moçoilo...

4. O fato de o rapaz quase não dirigir a palavra à mocinha não significa que ele não a ame... mas simplesmente que queria ficar em silêncio naquele momento. E a insistência em falar, falar, falar, isso assusta. E muito!

Então, a quem a "carapuça" servir (ou seja, a quem essa história servir de aprendizado), que faça algum proveito das dicas acima...

4 comentários:

Mika disse...

Oi! Eu achei você no site behindthename no comentário sobre o nome Milena. É o meu nome também. Gosteido seu blog. Até mais.

Marilia Ferreira disse...

hahaha mtooo bom o texto e extremamente verdadeiro....
o que mais tem por ai são mocinhas desse jeito..no metro, no onibus, no shopping...

infelizmente já vi mulheres mais velhas agir dessa maneira...

q pior defeito para uma relação do que a insegurança?

Espero que visite meu blog... www.discutindoteatro.blogspot.com

beijos

Marilia Ferreira disse...

oi!!
valew pela visita no blog!
espero mais textos teus!!!

visite o meu! esta atualizado!

www.discutindoteatro.blogspot.com

beijão

Karina Grechi disse...

Estava procurando receitas fáceis de tricô, e acabei caindo no seu blog! Maravilha, pois adorei o jeito que vc escreve e suas idéias são semelhantes as minhas.
Esse texto esta ótimo e é uma realidade, não apenas das jovens, mas já vi algumas mulheres mais velhas também tendo esse tipo de comportamento. Quando é com uma adolescente, até conseguimos dar um crédito, afinal, ela precisará passar por algumas "experiências" para começar a agir diferente. Mas, quando a cena acima é protagonizada por uma mulher mais velha, fica difícil engolir... enfim, cada um com seu grau de evolução, de expectativas e possibilidades...
Vou acompanhar seu blog, gosto de pensar, analisar e principalmente aprender.
Beijos.