segunda-feira, outubro 30, 2006
Fim de semana...
Depois, parei no "Shóppis", fiz umas comprinhas e fui ao cinema ver "Deu a Louca na Chapeuzinho". O filme é hilário, é uma versão da história da Chapeuzinho Vermelho, misturando comédia e filme policial. Decididamente, não é um desenho animado para crianças. Aliás, acho que os estúdios descobriram os fãs adultos dos desenhos animados com cara infantil, mas histórias e encadeamento de cenas não tão infantis assim (realmente, Chapéuzinho Vermelho com filme policial não tem nada de infantil...)
Enfim, ótimo filme. Esse é um que vai entrar pra minha DVDteca, quando sair em DVD.
Domingão, fui votar... andei uns 2km pra ir, mais 2km pra voltar, depois fui almoçar em outro "Shóppis". De lá, fui a pé (será que estou voltando a ser uma pedestre convicta?) até um hipermercado que tem lá perto e fui comprar coisinhas para jardinagem...
Varei a tarde plantando coisas em vasos grandes. Bem grandes. A varanda do apartamento está abarrotada de vasos. Mas dois deles vão embora no Natal, se eles forem bem comportados, porque serão dados de presente para a sogra e para a cunhada da minha irmã. Os outros, ficam comigo. Plantei duas mudas de manjerona (comprei a touceira e dividi em duas) e duas de orégano (fiz o mesmo, dividi uma touceira em duas).
Enfim, foi um fim de semana bem agradável... principalmente pelas caminhadas, que há muito tempo eu não fazia...
terça-feira, outubro 24, 2006
Plantinhas
Tinha um alecrim, mas durante a minha última "deprê", o pobrezinho morreu. Fiquei tão triste que só teve um jeito: passar no mercado e comprar uma mudinha. Aproveitei o embalo e comprei uma touceirinha-mirim de manjerona. Plantei os dois ontem, botei um "cadim" de fertilizante, água, e vamos ver no que dá.
quinta-feira, outubro 19, 2006
Êta sindicatozinho porre...
O mais cômico é que nós temos essa jornada porque ELES fizeram acordo de compensação de horas de feriados prolongados, de carnaval, de Copa do Mundo...
Memória curta, né?
terça-feira, outubro 03, 2006
Velhice precoce
E, quando a gente envelhece desse jeito, ninguém quer ficar por perto, ou seja, é a perpetuação da solidão.
Ultimamente, a única coisa que consigo fazer é chorar...
sábado, setembro 30, 2006
Macros do Excel
Melhor começar do zero.
segunda-feira, setembro 25, 2006
Você conhece?
Recomendo a visita.
quarta-feira, setembro 20, 2006
Procópio Ferreira
Não sei por quê, mas lembrar dessa frase me fez tanto bem...
segunda-feira, setembro 18, 2006
A dor da perda
Agora, eu é que estou ficando desesperada. Sinto uma falta da minha mãe, uma sensação de solidão de que o chão desabou embaixo dos meus pés... é horrível.
Tento pensar o máximo possível em coisas boas, mas em boa parte do tempo eu me pego pensando no que mais eu poderia ter feito pela minha mãe, pensando se tinha alguma coisa que eu poderia fazer e não fiz... os médicos disseram para mim que eu fiz tudo que era possível. Mas eu não consigo aceitar isso...
Ontem eu estava em casa, organizando a minha coleção de ingressos de eventos aos quais eu já fui (concertos, exposições, peças de teatro, etc). E comecei a lembrar dos passeios que fiz com minha mãe, depois que comecei a trabalhar.
Estou com tanta saudade disso...
Estou com tanta saudade de fazer trancinhas no cabelo da minha mãe, de dar um abraço nela, de chegar no quarto dela imitando o Pingu, porque ela era fã dessa animação de massinhas, era vidrada no pinguinzinho (para quem não conhece, passa na Cultura às 15h00, se eu bem me lembro).
Neste exato momento, tudo o que sinto é uma vontade enorme de chorar.
domingo, setembro 17, 2006
quarta-feira, setembro 13, 2006
Cansaço... mais psicológico do que físico
Como se eu não tivesse agüentado coisa pior, há pouco tempo.
Será que isso é só efeito do fim do choque, ou será que eu não chorei o que eu deveria?
segunda-feira, setembro 11, 2006
Sonho maluco
terça-feira, setembro 05, 2006
Tem sido difícil...
Ah, como doeu lembrar de tudo...
Venho tentando pensar na força da minha mãe, em como ela lutou bravamente, durante mais de 40 anos... ou melhor, como ela conviveu, durante mais de 40 anos, com uma doença crônica, muito grave e progressiva... Mas eu não consigo ser tão forte quanto ela e, ultimamente, ando reprimindo muito a vontade de chorar...
segunda-feira, setembro 04, 2006
Campanha política????
Pois fizeram isso hoje, aqui no meu trabalho. E eu querendo jogar o jornaleco na cara de quem esfregou no meu nariz...
Mas tudo bem, a raiva passa, e a vontade de dar uns pontapés também. Respirei fundo e disse "não, muito obrigada".
segunda-feira, agosto 28, 2006
Adiós Nonino
Ele escreveu essa coisa linda quando, depois de uma temporada nos Estados Unidos, retornou à Argentina para descobrir que seu pai (apelidado "Nonino") havia morrido dias antes.
Faço uma idéia de como ele devia amar o pai dele.
Essa música me lembra demais minha mãe, que faleceu no começo da semana passada. Me entristece um pouco, mas minha mãe gostava demais de Piazzolla.
Estou triste, com muita saudade da minha mãezinha. Ainda não consigo acreditar no que aconteceu, especialmente porque ela sempre foi uma lutadora. Com todos os problemas de saúde que tinha (problemas crônicos e bastante graves), ela sempre superava tudo com uma força que muita gente saudável é incapaz de ter.
Como já me disseram, ela criou uma lenda. E nós acreditamos nessa lenda. Para nós, mamãe parecia imortal. Tanto era assim que, até o último minuto, eu acreditei na recuperação dela.
Mas ela era uma alma muito forte em um corpo muito cansado. A alma queria resistir, ficar, mas o corpo não agüentou.
Ah, que vontade de chorar...
terça-feira, agosto 22, 2006
Tristeza...
Agora, vou recolher meus caquinhos, continuar meu trabalho e ajudar minha irmã, não apenas na vida em geral, como também na educação da minha sobrinha.
quarta-feira, agosto 09, 2006
Sindicato pra quê, cara-pálida?
Pois bem, de ontem para hoje, fiquei aqui em São José. Perfeito. Só que hoje, eu perdi a hora do ônibus do trabalho.
O que fiz? Chamei um táxi. Perfeito. Se não fosse o fato de que o táxi ficou preso perto da portaria do INPE (ou seja, bem longe da portaria da Embraer) por conta de uma caterva do Sindicato dos Metalúrgicos, que estava parando o trânsito para distribuir um jornal que, sinceramente, ninguém lê.
Pior: fazendo isso na entrada do turno administrativo, onde eles nêm devem ter tantos associados assim.
Pois bem, o táxi ficou lá, parado, o taxímetro correndo, e o que eu fiz? Paguei, desci do táxi e vim a pé.
Perguntem o estado dos meus pés? Eu vou deixar de ir a uma reunião do grupo em que trabalho porque não estou agüentando ficar em pé.
Ainda tem essa, eu tenho que adivinhar quando vai ter "manifestação" da caterva, para decidir vir de tênis, e não de sapato de salto.
Sindicato pra quê mesmo, cara-pálida????
domingo, agosto 06, 2006
quarta-feira, agosto 02, 2006
Médicos
Os médicos mais antigos lá do hospital já me conhecem, afinal, são 27 anos convivendo com os problemas de saúde da minha mãe. Então, eles já sabem que eu fico mais tranqüila quando eles me mostram os resultados dos exames, e contam a evolução dela de um dia para o outro.
Só que desta vez, quem estava na UTI era um médico que não conhecia a gente.
Deus é quem sabe o quanto eu fico angustiada nessas horas...
segunda-feira, julho 31, 2006
Uma pausa no stress...
Os Homens Desejam As Mulheres Que Não Existem
Está na moda - muitas mulheres ficam em acrobáticas posições ginecológicas para raspar os pêlos pubianos nos salões de beleza. Ficam penduradas em paus-de-arara e, depois, saem felizes com apenas um canteirinho de cabelos, como um jardinzinho estreito, a vereda indicativa de um desejo inofensivo e não mais as agressivas florestas que podem nos assustar. Parecem uns bigodinhos verticais que (oh, céus!...) me fazem pensar em... Hitler.
Silicone, pêlos dourados, bumbuns malhados, tudo para agradar aos consumidores do mercado sexual. Olho as revistas povoadas de mulheres lindas... e sinto uma leve depressão, me sinto mais só, diante de tanta oferta impossível. Vejo que no Brasil o feminismo se vulgarizou numa liberdade de "objetos", produziu mulheres livres como coisas, livres como produtos perfeitos para o prazer. A concorrência é grande para um mercado com poucos consumidores, pois há muito mais mulher que homens na praça (e-mails indignados virão...) Talvez este artigo seja moralista, talvez as uvas da inveja estejam verdes, mas eu olho as revistas de mulher nua e só vejo paisagens; não vejo pessoas com defeitos, medos. Só vejo meninas oferecendo a doçura total, todas competindo no mercado, em contorções eróticas desesperadas porque não têm mais o que mostrar. Nunca as mulheres foram tão nuas no Brasil; já expuseram o corpo todo, mucosas, vagina, ânus.
O que falta? Órgãos internos? Que querem essas mulheres? Querem acabar com nossos lares? Querem nos humilhar com sua beleza inconquistável? Muitas têm boquinhas tímidas, algumas sugerem um susto de virgens, outras fazem cara de zangadas, ferozes gatas, mas todas nos olham dentro dos olhos como se dissessem: "Venham... eu estou sempre pronta, sempre alegre, sempre excitada, eu independo de carícias, de romance!..."
Sugerem uma mistura de menina com vampira, de doçura com loucura e todas ostentam uma falsa tesão devoradora. Elas querem dinheiro, claro, marido, lugar social, respeito, mas posam como imaginam que os homens as querem.
Ostentam um desejo que não têm e posam como se fossem apenas corpos sem vida interior, de modo a não incomodar com chateações os homens que as consomem.
A pessoa delas não tem mais um corpo; o corpo é que tem uma pessoa, frágil, tênue, morando dentro dele.
Mas, que nos prometem essas mulheres virtuais? Um orgasmo infinito? Elas figuram ser odaliscas de um paraíso de mercado, último andar de uma torre que os homens atingiriam depois de suas Ferraris, seus Armanis, ouros e sucesso; elas são o coroamento de um narcisismo yuppie, são as 11 mil virgens de um paraíso para executivos. E o problema continua: como abordar mulheres que parecem paisagens?
Outro dia vi a modelo Daniela Cicarelli na TV. Vocês já viram essa moça? É a coisa mais linda do mundo, tem uma esfuziante simpatia, risonha, democrática, perfeita, a imensa boca rósea, os "olhos de esmeralda nadando em leite" (quem escreveu isso?), cabelos de ouro seco, seios bíblicos, como uma imensa flor de prazeres. Olho-a de minha solidão e me pergunto: "Onde está a Daniela no meio desses tesouros perfeitos? Onde está ela?" Ela deve ficar perplexa diante da própria beleza, aprisionada em seu destino de sedutora, talvez até com um vago ciúme de seu próprio corpo. Daniela é tão linda que tenho vontade de dizer: "Seja feia..."
Queremos percorrer as mulheres virtuais, visitá-las, mas, como conversar com elas? Com quem? Onde estão elas? Tanta oferta sexual me angustia, me dá a certeza de que nosso sexo é programado por outros, por indústrias masturbatórias, nos provocando desejo para me vender satisfação. É pela dificuldade de realizar esse sonho masculino que essas moças existem, realmente. Elas existem, para além do limbo gráfico das revistas. O contato com elas revela meninas inseguras, ou doces, espertas ou bobas mas, se elas pudessem expressar seus reais desejos, não estariam nas revistas sexy, pois não há mercado para mulheres amando maridos, cozinhando felizes, aspirando por namoros ternos. Nas revistas, são tão perfeitas que parecem dispensar parceiros, estão tão nuas que parecem namoradas de si mesmas. Mas, na verdade, elas querem amar e ser amadas, embora tenham de ralar nos haréns virtuais inventados pelos machos. Elas têm de fingir que não são reais, pois ninguém quer ser real hoje em dia - foi uma decepção quando a Tiazinha se revelou ótima dona de casa na Casa dos Artistas, limpando tudo numa faxina compulsiva.
Infelizmente, é impossível tê-las, porque, na tecnologia da gostosura, elas se artificializam cada vez mais, como carros de luxo se aperfeiçoando a cada ano. A cada mutação erótica, elas ficam mais inatingíveis no mundo real. Por isso, com a crise econômica, o grande sucesso são as meninas belas e saradas, enchendo os sites eróticos da internet ou nas saunas relax for men, essa réplica moderna dos haréns árabes. Essas lindas mulheres são pagas para não existir, pagas para serem um sonho impalpável, pagas para serem uma ilusão. Vi um anúncio de boneca inflável que sintetizava o desejo impossível do homem de mercado: ter mulheres que não existam... O anúncio tinha o slogan em baixo: "She needs no food nor stupid conversation." Essa é a utopia masculina: satisfação plena sem sofrimento ou realidade.
A democracia de massas, mesclada ao subdesenvolvimento cultural, parece "libertar" as mulheres. Ilusão à toa. A "libertação da mulher" numa sociedade ignorante como a nossa deu nisso: superobjetos se pensando livres, mas aprisionadas numa exterioridade corporal que apenas esconde pobres meninas famintas de amor e dinheiro. A liberdade de mercado produziu um estranho e falso "mercado da liberdade". É isso aí. E ao fechar este texto, me assalta a dúvida: estou sendo hipócrita e com inveja do erotismo do século 21? Será que fui apenas barrado do baile?
(achei fenomenal saber que ainda existem homens que preferem as mulheres "reais", com gordurinhas, celulites e TPM...)