Pois é.
Uns dois posts atrás, eu mencionei o fato de que levei um tombaço de bicicleta. Rachou o capacete (da Prowell, uma marca excelente!), e foi por pouco que a coisa não foi mais séria.
Dois dias depois, estou no blogger narrando a história. A última coisa que me lembro de ver antes de cair foi um ponto de ônibus, onde dois caras estavam parados. Um deles, inclusive, estava rindo. Lembro nitidamente de ouvir alguém me chamando (tenho quase certeza de que ouvi meu nome).
Pelo que entendi, os caras do ponto de ônibus mexeram comigo, eu fui olhar, e como estava entrando numa curva, não vi uma pedra cortada logo acima da minha cabeça. Foi onde eu bati, e caí da bicicleta.
Os mesmos caras que mexeram comigo queriam me levantar de qualquer jeito. Detalhe: eu estava inconsciente (não se mexe numa pessoa acidentada, sob hipótese nenhuma! Lição número 1 de ex-brigadista...). O pessoal com quem eu ia para a trilha não deixou, ainda bem.
Como eu disse, a última coisa de que me lembro é de ter visto os caras no ponto de ônibus. A lembrança seguinte é de ouvir minha própria voz xingando um palavrão meio violento (sendo chamada de boca-suja logo em seguida).
O interessante é que, depois, um dos meus amigos estava contando a história para um conhecido nosso, e esse conhecido falou "sim, eu sei quem é! Sempre vejo a moça indo pra faculdade, ela sempre está de capacete!".
Agora, mais do que nunca, eu sei a importância disso.
E, para finalizar, fica uma pergunta: será que os caras que mexeram comigo vão pensar duas vezes daqui pra frente, antes de fazer esse tipo de coisa?
quinta-feira, setembro 30, 2010
Depois do susto, algo para rir
Depois do meu tombo de rachar o capacete (não gosto de lembrar, mas recordar é viver...), deixo aqui algo para fazer o povo rir!
quarta-feira, setembro 29, 2010
Coisas que aprendi em cinco minutos.
Ontem, ao me dirigir a uma trilha com os amigos de bike, sofri um acidente. Foi feio, mas menos do que aparentou.
Dessa história, após os cinco minutos de inconsciência, aprendi algumas coisas importantes. A primeira delas foi a importância de ítens de segurança. Se não fosse o capacete que eu usava na hora, eu não estaria aqui escrevendo.
Também aprendi que é importante não ser um ciclista solitário. Se não fosse o grupo com quem eu estava, não sei o que teria ocorrido. E, desta lição, tiro outra: os amigos de verdade não nos abandonam, jamais!
Tive a prova disso em vários momentos: quando a Márcia foi me acompanhando até o hospital; quando a Dona Cida ficou comigo até uma enfermeira gentilmente pedir que ela se retirasse; quando Felipe se ofereceu para ficar comigo em casa, caso eu precisasse; quando a Rosângela e o Mateus foram levar roupas e documentos para mim... Enfim, fui amparada por muita gente!
Outra coisa que percebi foi que eu nasci de novo. Cada vez que eu olho para o capacete rachado, me pergunto o motivo de Deus ter sido tão bom, pois eu saí dessa apenas com dor de cabeça e alguns arranhões. Eu realmente nasci de novo.
Então, peço a todos que andam de bike que, por favor, nunca esqueçam os itens de segurança. Principalmente o capacete.
Dessa história, após os cinco minutos de inconsciência, aprendi algumas coisas importantes. A primeira delas foi a importância de ítens de segurança. Se não fosse o capacete que eu usava na hora, eu não estaria aqui escrevendo.
Também aprendi que é importante não ser um ciclista solitário. Se não fosse o grupo com quem eu estava, não sei o que teria ocorrido. E, desta lição, tiro outra: os amigos de verdade não nos abandonam, jamais!
Tive a prova disso em vários momentos: quando a Márcia foi me acompanhando até o hospital; quando a Dona Cida ficou comigo até uma enfermeira gentilmente pedir que ela se retirasse; quando Felipe se ofereceu para ficar comigo em casa, caso eu precisasse; quando a Rosângela e o Mateus foram levar roupas e documentos para mim... Enfim, fui amparada por muita gente!
Outra coisa que percebi foi que eu nasci de novo. Cada vez que eu olho para o capacete rachado, me pergunto o motivo de Deus ter sido tão bom, pois eu saí dessa apenas com dor de cabeça e alguns arranhões. Eu realmente nasci de novo.
Então, peço a todos que andam de bike que, por favor, nunca esqueçam os itens de segurança. Principalmente o capacete.
sexta-feira, setembro 24, 2010
Presentinho no box
Depois de ter saído da universidade às 19h15 (fiquei ajudando um amigo com um trabalho) e após algumas visitinhas familiares aqui na cidade, fui para "casa".
Não é bem "casa". Eu divido um quarto num apartamento. Bastante apropriado para essa vida de estudante pobre-star que venho levando. Somos em 4 pessoas (a dona da casa, um sobrinho, eu e minha colega de quarto), e uma gata.
Eis que chego da maratona de ontem, louca por um banho ("nóis é pobre, mas é limpinho", como dizem por aí). Ainda bem que, por causa da gata, eu uso chinelo o tempo todo. Até no banho.
A gata tinha deixado uma "lembrança" no box.
Como pão com manteiga de pobre sempre cai com a manteiga para baixo, eu só fui me dar conta do presentinho depois que já tinha pisado nele e espalhado o produto por todo o resto do banheiro.
Avisei a colega de quarto, ela jogou um balde d'água no box.
Só que a gente esqueceu do restante da área da "sala de banhos". Hoje cedo, eu quase passei mal com o cheiro. Foi a conta de voltar correndo pro quarto, deitar na cama e respirar bem fundo. Respirei, a náusea passou, levantei e vim para a universidade.
É dura, essa vida de pobre-star...
Não é bem "casa". Eu divido um quarto num apartamento. Bastante apropriado para essa vida de estudante pobre-star que venho levando. Somos em 4 pessoas (a dona da casa, um sobrinho, eu e minha colega de quarto), e uma gata.
Eis que chego da maratona de ontem, louca por um banho ("nóis é pobre, mas é limpinho", como dizem por aí). Ainda bem que, por causa da gata, eu uso chinelo o tempo todo. Até no banho.
A gata tinha deixado uma "lembrança" no box.
Como pão com manteiga de pobre sempre cai com a manteiga para baixo, eu só fui me dar conta do presentinho depois que já tinha pisado nele e espalhado o produto por todo o resto do banheiro.
Avisei a colega de quarto, ela jogou um balde d'água no box.
Só que a gente esqueceu do restante da área da "sala de banhos". Hoje cedo, eu quase passei mal com o cheiro. Foi a conta de voltar correndo pro quarto, deitar na cama e respirar bem fundo. Respirei, a náusea passou, levantei e vim para a universidade.
É dura, essa vida de pobre-star...
quinta-feira, setembro 23, 2010
Oh my God...
Cá estou, às voltas com uma lista de exercícios de probabilidade. Está uma tremenda briga. Por enquanto, o placar é 10x0 para a distribuição beta.
Fui atrás do meu professor para tirar as dúvidas, mas ele estava ocupadíssimo.
Como diria a velhinha da propaganda dos tapetes Tabacow: "que fazer eu?"
Fui atrás do meu professor para tirar as dúvidas, mas ele estava ocupadíssimo.
Como diria a velhinha da propaganda dos tapetes Tabacow: "que fazer eu?"
terça-feira, setembro 21, 2010
Canseira...
Pois é. Neste fim de semana, era para eu ter feito uma lista de exercícios de métodos probabilísticos e confiabilidade (fora a de teoria da elasticidade, que eu esqueci!). Mas fui pra balada... e estou sentindo o cansaço até agora!
Tá certo que eu ainda fiquei estudando até altas horas da madrugada de ontem, o que não me ajudou muito a melhorar. Tá certo que eu acordei super-cedo hoje, porque tinha que viajar para a cidade onde estou estudando.
Mas, porém, todavia... isso não anula o fato de que foi após a balada que eu fiz a triste descoberta de que, sim, eu sou uma balzaquiana cansada...
Tá certo que eu ainda fiquei estudando até altas horas da madrugada de ontem, o que não me ajudou muito a melhorar. Tá certo que eu acordei super-cedo hoje, porque tinha que viajar para a cidade onde estou estudando.
Mas, porém, todavia... isso não anula o fato de que foi após a balada que eu fiz a triste descoberta de que, sim, eu sou uma balzaquiana cansada...
segunda-feira, setembro 20, 2010
Reeducação da terceira idade...
Acho engraçado que, ultimamente, os vovôs andam bem sem-educação.
Eu compreendo perfeitamente que um senhor idoso que quer, com todo direito, passar à minha frente na fila resolva colocar a mão no meu ombro e pedir licença (a mão no ombro é porque a autora está de fone de ouvido).
Agora, daí a me empurrar e não pedir licença, vai uma diferença bem grande.
Será que, além de toda a trabalheira para educar a juventude, a gente ainda vai ter que se dar o trabalho de reeducar a terceira idade?
Só faltava essa...
Eu compreendo perfeitamente que um senhor idoso que quer, com todo direito, passar à minha frente na fila resolva colocar a mão no meu ombro e pedir licença (a mão no ombro é porque a autora está de fone de ouvido).
Agora, daí a me empurrar e não pedir licença, vai uma diferença bem grande.
Será que, além de toda a trabalheira para educar a juventude, a gente ainda vai ter que se dar o trabalho de reeducar a terceira idade?
Só faltava essa...
quinta-feira, agosto 26, 2010
No meu, ou no seu?
Vejam o que uma conversa fora de contexto pode fazer....
Tudo começou com uma conversa sobre passar dados através de pen drive. Um pergunta para o outro:
- No meu, ou no seu?
E a resposta:
- Pode ser no meu.
O outro responde com outra pergunta:
- Mas cabe?
E o dono do pen drive:
- Cabe sim, está limpinho, limpei hoje de manhã.
Tudo começou com uma conversa sobre passar dados através de pen drive. Um pergunta para o outro:
- No meu, ou no seu?
E a resposta:
- Pode ser no meu.
O outro responde com outra pergunta:
- Mas cabe?
E o dono do pen drive:
- Cabe sim, está limpinho, limpei hoje de manhã.
quinta-feira, agosto 12, 2010
Mestrado
Pois é, depois da minha demissão (convenhamos, por absoluta estupidez de quem resolveu que eu não servia mais para trabalhar "lá"), comecei a fazer mestrado em MG.
Voltei para a cidade onde vivi dos 9 aos 22 anos. Não imaginava nunca, mas o aumento na minha qualidade de vida foi tão grande quanto a redução do meu salário anterior para a bolsa de mestrado.
Eu posso chegar a pé em qualquer lugar da cidade... mas ando preferindo a bicicleta. É o meio de transporte oficial da cidade, e eu chego mais rápido (e menos cansada) aos lugares.
Ou seja, voltei a estudar e estou fazendo exercício à beça. Mente sã em corpo são.
Só alegria...
Voltei para a cidade onde vivi dos 9 aos 22 anos. Não imaginava nunca, mas o aumento na minha qualidade de vida foi tão grande quanto a redução do meu salário anterior para a bolsa de mestrado.
Eu posso chegar a pé em qualquer lugar da cidade... mas ando preferindo a bicicleta. É o meio de transporte oficial da cidade, e eu chego mais rápido (e menos cansada) aos lugares.
Ou seja, voltei a estudar e estou fazendo exercício à beça. Mente sã em corpo são.
Só alegria...
quinta-feira, junho 18, 2009
É dura, essa vida de pobre-star...
Solteira, já na casa dos 30. História típica de uma Bridget Jones, exceto pelas bebedeiras desta última (fora isto, até a briga eterna contra a balança é a mesma!).
Trabalhando o dia todo, em jornadas de trabalho que totalizam 44 horas semanais, ela ainda tem que ir pra academia malhar (afinal, as concorrentes são menininhas de 20 aninhos com tudo no lugar!), e achar tempo para se cultivar um pouco: ler, ouvir e fazer música...
E onde fica o tempo pra arrumar a casa? Fim de semana, claro. Só que a solteirona balzaquiana adora viajar, e não para muito em casa, nem mesmo nos finais de semana. Quando resolve parar, marca hora para uma faxineira ir num domingo. Porque tem que acompanhar, afinal, a faxineira não sabe os hábitos da moça, que já não tem mamãe viva para ajudar a coordenar a vida da casa. Aliás, a falta da mãe é o principal motivo da desordem que reina no apartamento da balzaca.
Dá pra pregar uma placa na porta do apartamento, com o verso dantesco 'Deixai toda esperança, ó vós que entrais'.
O problema: a balzaca vai receber meia tonelada de hóspedes, amanhã!
Alguma sugestão?
Trabalhando o dia todo, em jornadas de trabalho que totalizam 44 horas semanais, ela ainda tem que ir pra academia malhar (afinal, as concorrentes são menininhas de 20 aninhos com tudo no lugar!), e achar tempo para se cultivar um pouco: ler, ouvir e fazer música...
E onde fica o tempo pra arrumar a casa? Fim de semana, claro. Só que a solteirona balzaquiana adora viajar, e não para muito em casa, nem mesmo nos finais de semana. Quando resolve parar, marca hora para uma faxineira ir num domingo. Porque tem que acompanhar, afinal, a faxineira não sabe os hábitos da moça, que já não tem mamãe viva para ajudar a coordenar a vida da casa. Aliás, a falta da mãe é o principal motivo da desordem que reina no apartamento da balzaca.
Dá pra pregar uma placa na porta do apartamento, com o verso dantesco 'Deixai toda esperança, ó vós que entrais'.
O problema: a balzaca vai receber meia tonelada de hóspedes, amanhã!
Alguma sugestão?
domingo, novembro 16, 2008
terça-feira, junho 24, 2008
Almoço psicodélico
Depois de um longo e tenebroso inverno, finalmente acho alguma coisa interessante pra escrever...
Tudo começou com esta missivista tentando achar uma mesa para almoçar no refeitório da fábrica. Pois bem, a jovem (!!!) em questão encontrou a mesa, viu uma carinha conhecida por lá e se aboletou para almoçar (gente do céu, era peixe, opcão bife-sola-de-sapato!).
De repente, aparece mais uma carinha conhecida... e aí o papo começou a engrenar. Lá pelas tantas, um dos integrantes do grupo comenta algo a respeito de "água sensível", dizendo que as moléculas da água têm diferentes manifestações de acordo com as palavras e sentimentos que dirigimos a ela.
Um colega resolveu aproveitar o embalo para expor sua teoria a respeito do que acontece quando a vida termina. Segundo ele, a vida vai se dissipando ao longo do tempo e (se bem entendi), de acordo com o princípio de Lavoisier, ela tem que ir pra algum lugar. Ele chama esse lugar de "Capacitor Celestial".
Foi quando esta missivista surtou de vez, dizendo que então, essas vidas que vão para o Capacitor Celestial são novamente vividas, dissipadas, e "sugadas" para algum lugar, ad aeternum.
Segundo o autor da teoria, "aí estamos entrando no terreno do espiritismo". Respondi que não necessariamente. Afinal de contas, eu não mencionei se acreditava ou não em metempsicose (expressões de espanto em torno de mim! O que é isso? Meter o quê????). Calma, gente, é só a possibilidade de reencarnar seja como humano, bicho ou vegetal (é isso mesmo!).
Durante a nossa longa discussão a respeito de para onde vão as vidas e como fazê-las voltar, alguém inseriu no contexto um certo Babelfish, um peixinho que se alimenta de ondas cerebrais e que, bastando colocá-lo no ouvido, nos faz compreender qualquer idioma (ver "O Guia do Mochileiro das Galáxias"). Eu saquei o protetor auricular (o quê? Pro ouvido não tomar sol?) e mostrei meu protótipo do Babelfish... pronto, achamos um novo apelido para a "cenourinha". Melhor que o apelido arrumado pelo meu chefe, que chama o protetor de "OB de ouvido"...
Quando o colega que falou no Babelfish saiu pra buscar mais comida (segundo os outros, ele é vegetariano e por isso almoça em prestações), a turma toda começou a falar em vegetarianismo. Acontece que o vegetariano em questão é um ovolactovegetariano, ou seja, além de vegetais, ele come leite e derivados, e também ovos. Graças a este fato, entramos num longo questionamento sobre quem veio primeiro, o ovo ou a galinha. Ou melhor dizendo, a questão era se o ovo da granja é um ovo fecundado ou não.
Argumentação do vegetariano: lógico que não é fecundado, pensem em quantos ovos são produzidos numa granja, coitado do galo, na primeira manhã de funcionamento da granja ele seria encontrado morto, com um sorriso nos lábios (digo, no bico!), e seria enterrado sob uma lápide: "Aqui jaz um galo feliz"...
Lembrei que o galo, na verdade, está lá para a reprodução de matrizes. O quê? Transposição de matrizes? Além de feliz, o galo ainda é matemático? Não, gente, é reprodução, mesmo... Coitado do galo, estão querendo transformar o pobre em nerd matemágico... Vixe, nesse meio-tempo, ainda teve alguém que falou em matrizes peludas... ficamos conjecturando sobre galináceos peludos com bocas sorridentes...
Depois de toda essa divagação, o autor da teoria do Capacitor Celestial pensou na possibilidade de criar bichos domésticos para trabalhar por nós, e eu pensei na possibilidade de uma revolta dos bichos. Um dos colegas lembrou "A Revolução dos Bichos", de George Orwell, dizendo que o chefe seria um porco...
E eu lembrei que o chefe já é um porco? Como assim? Ah, é que deve existir um porco que fica vigiando o Capacitor Celestial, será que ninguém percebeu isso ainda?
E, claro, descobrimos que é o porco do Pink Floyd.
Aliás, ele está aqui agora, junto com o galo peludo! Vieram pesquisar os efeitos colaterais do almoço psicodélico de hoje!
Tudo começou com esta missivista tentando achar uma mesa para almoçar no refeitório da fábrica. Pois bem, a jovem (!!!) em questão encontrou a mesa, viu uma carinha conhecida por lá e se aboletou para almoçar (gente do céu, era peixe, opcão bife-sola-de-sapato!).
De repente, aparece mais uma carinha conhecida... e aí o papo começou a engrenar. Lá pelas tantas, um dos integrantes do grupo comenta algo a respeito de "água sensível", dizendo que as moléculas da água têm diferentes manifestações de acordo com as palavras e sentimentos que dirigimos a ela.
Um colega resolveu aproveitar o embalo para expor sua teoria a respeito do que acontece quando a vida termina. Segundo ele, a vida vai se dissipando ao longo do tempo e (se bem entendi), de acordo com o princípio de Lavoisier, ela tem que ir pra algum lugar. Ele chama esse lugar de "Capacitor Celestial".
Foi quando esta missivista surtou de vez, dizendo que então, essas vidas que vão para o Capacitor Celestial são novamente vividas, dissipadas, e "sugadas" para algum lugar, ad aeternum.
Segundo o autor da teoria, "aí estamos entrando no terreno do espiritismo". Respondi que não necessariamente. Afinal de contas, eu não mencionei se acreditava ou não em metempsicose (expressões de espanto em torno de mim! O que é isso? Meter o quê????). Calma, gente, é só a possibilidade de reencarnar seja como humano, bicho ou vegetal (é isso mesmo!).
Durante a nossa longa discussão a respeito de para onde vão as vidas e como fazê-las voltar, alguém inseriu no contexto um certo Babelfish, um peixinho que se alimenta de ondas cerebrais e que, bastando colocá-lo no ouvido, nos faz compreender qualquer idioma (ver "O Guia do Mochileiro das Galáxias"). Eu saquei o protetor auricular (o quê? Pro ouvido não tomar sol?) e mostrei meu protótipo do Babelfish... pronto, achamos um novo apelido para a "cenourinha". Melhor que o apelido arrumado pelo meu chefe, que chama o protetor de "OB de ouvido"...
Quando o colega que falou no Babelfish saiu pra buscar mais comida (segundo os outros, ele é vegetariano e por isso almoça em prestações), a turma toda começou a falar em vegetarianismo. Acontece que o vegetariano em questão é um ovolactovegetariano, ou seja, além de vegetais, ele come leite e derivados, e também ovos. Graças a este fato, entramos num longo questionamento sobre quem veio primeiro, o ovo ou a galinha. Ou melhor dizendo, a questão era se o ovo da granja é um ovo fecundado ou não.
Argumentação do vegetariano: lógico que não é fecundado, pensem em quantos ovos são produzidos numa granja, coitado do galo, na primeira manhã de funcionamento da granja ele seria encontrado morto, com um sorriso nos lábios (digo, no bico!), e seria enterrado sob uma lápide: "Aqui jaz um galo feliz"...
Lembrei que o galo, na verdade, está lá para a reprodução de matrizes. O quê? Transposição de matrizes? Além de feliz, o galo ainda é matemático? Não, gente, é reprodução, mesmo... Coitado do galo, estão querendo transformar o pobre em nerd matemágico... Vixe, nesse meio-tempo, ainda teve alguém que falou em matrizes peludas... ficamos conjecturando sobre galináceos peludos com bocas sorridentes...
Depois de toda essa divagação, o autor da teoria do Capacitor Celestial pensou na possibilidade de criar bichos domésticos para trabalhar por nós, e eu pensei na possibilidade de uma revolta dos bichos. Um dos colegas lembrou "A Revolução dos Bichos", de George Orwell, dizendo que o chefe seria um porco...
E eu lembrei que o chefe já é um porco? Como assim? Ah, é que deve existir um porco que fica vigiando o Capacitor Celestial, será que ninguém percebeu isso ainda?
E, claro, descobrimos que é o porco do Pink Floyd.
Aliás, ele está aqui agora, junto com o galo peludo! Vieram pesquisar os efeitos colaterais do almoço psicodélico de hoje!
terça-feira, março 04, 2008
Fim de semana em Sampa
Fui a São Paulo no fim de semana, para encontrar um pessoal amigo meu que mora lá. Encontrei um amigo, Ronaldo Alvarenga, com quem estava falando das minhas angústias por não ter nem mestrado, e muito menos doutorado, na minha área... e nem sentir vontade de fazer.
Ele me respondeu com uma piadinha, de uma comédia stand up de autoria dele:
"O problema da música brasileira contemporânea é a seguinte: quem sabe faz, quem não sabe rege, quem sabe menos ainda compõe e, quem não tem mesmo a menor idéia, está terminando o doutorado"...
É... me consolou um pouco. Pena que eu acho que, em engenharia, a coisa é diferente... posso chorar ali no cantinho?
Ele me respondeu com uma piadinha, de uma comédia stand up de autoria dele:
"O problema da música brasileira contemporânea é a seguinte: quem sabe faz, quem não sabe rege, quem sabe menos ainda compõe e, quem não tem mesmo a menor idéia, está terminando o doutorado"...
É... me consolou um pouco. Pena que eu acho que, em engenharia, a coisa é diferente... posso chorar ali no cantinho?
segunda-feira, setembro 03, 2007
Conselhos de uma mulher mais velha para as aborrescentes...
Olá! Depois de muito tempo, resolvi escrever um pouquinho, contando a cena ridícula que vi hoje, na ante-sala de um consultório médico, e dando conselhos para a jovenzinha que protagonizou a cena.
Como eu ia dizendo, estava na ante-sala do consultório. Estava eu, bonitinha, arrumadinha, de vestido discreto, preto, depois do trabalho (do qual saí para ir à médica que trata do meu pobre e fraco fígado)... aguardando minha consulta, quando apareceu uma mocinha de seus 18 ou 19 anos, e sentou-se à minha frente. Imediatamente ela começou a alisar e dar beijinhos no rapaz ao lado, cuja presença eu nem havia notado, porque estava completamente absorta em meu tricô.
Aí, claro, não pude deixar de notar a cena... e, claro, comecei a fazer minhas análises dos erros da mocinha. Alguns deles eu já cometi, outros eu vi amigas cometerem. Então, resolvi escrever a respeito.
1. A jovenzinha começou a se pendurar no jovem namorado, como se fora um cão marcando território. O primeiro erro dela foi, certamente, pensar que eu seria uma "devoradora de homens" só por estar relativamente bem vestida e, claro, sozinha. O segundo erro (e o pior, claro!), foi a reação: ao se pendurar no jovem, ela deu uma claríssima demonstração de ciúme sufocante. E isso, claro, é jogar o jovem nos braços (para não dizer na cama...) de outra. Que não será, necessariamente, a megera que está na frente do jovem casal na ante-sala do consultório.
2. O rapaz não estava nem aí para minha pessoa. Estava mais preocupado em ver o filme que estava passando na TV. E a mocinha, imediatamente, catou uma revista de fofocas e começou a falar ininterruptamente na orelha do pobre (sempre se pendurando nele, marcando território). Isso eu aprendi por experiência própria: tem momentos em que um homem precisa de silêncio. Tem momentos em que ele simplesmente não está interessado em saber o que a mocinha ao lado quer contar, principalmente se for fofoca de celebridades... o que era o caso. Claro que a mocinha estava querendo desesperadamente atrair a atenção do jovem e ele, evidentemente, estava fazendo ouvidos moucos, mais interessado em saber que os turistas já tinham fugido de Honduras por conta da chegada iminente do furacão Felix.
3. A mocinha deu claras demonstrações de insegurança por conta da minha presença (ela me olhava fixamente enquanto dava suas demonstrações de ciuminho de adolescente). Mas se esqueceu de uma coisa importantíssima: mulher que se preze confia em si própria. Ela esqueceu alguns detalhes, por exemplo: eu estou com o rosto cheio de espinhas (ah, hormônios!), enquanto ela tinha a pele perfeita e lisa; eu tenho quase 30 anos, enquanto ela provavelmente tem uns 18 (idade que, certamente, o jovenzinho ao lado deve preferir, devido à sua aparente pouca idade); eu podia estar bem vestida, mas ela é certamente muito mais magrinha e elegante do que eu (embora estivesse vestida com essa ode ao mau gosto chamada "jeans de cintura baixa"). Enfim, talvez por conta da pouca idade, não sabe que, quanto menos auto-confiança, mais ciúme. E quanto mais ciúme, maior a chance de ela espantar o moçoilo...
4. O fato de o rapaz quase não dirigir a palavra à mocinha não significa que ele não a ame... mas simplesmente que queria ficar em silêncio naquele momento. E a insistência em falar, falar, falar, isso assusta. E muito!
Então, a quem a "carapuça" servir (ou seja, a quem essa história servir de aprendizado), que faça algum proveito das dicas acima...
Como eu ia dizendo, estava na ante-sala do consultório. Estava eu, bonitinha, arrumadinha, de vestido discreto, preto, depois do trabalho (do qual saí para ir à médica que trata do meu pobre e fraco fígado)... aguardando minha consulta, quando apareceu uma mocinha de seus 18 ou 19 anos, e sentou-se à minha frente. Imediatamente ela começou a alisar e dar beijinhos no rapaz ao lado, cuja presença eu nem havia notado, porque estava completamente absorta em meu tricô.
Aí, claro, não pude deixar de notar a cena... e, claro, comecei a fazer minhas análises dos erros da mocinha. Alguns deles eu já cometi, outros eu vi amigas cometerem. Então, resolvi escrever a respeito.
1. A jovenzinha começou a se pendurar no jovem namorado, como se fora um cão marcando território. O primeiro erro dela foi, certamente, pensar que eu seria uma "devoradora de homens" só por estar relativamente bem vestida e, claro, sozinha. O segundo erro (e o pior, claro!), foi a reação: ao se pendurar no jovem, ela deu uma claríssima demonstração de ciúme sufocante. E isso, claro, é jogar o jovem nos braços (para não dizer na cama...) de outra. Que não será, necessariamente, a megera que está na frente do jovem casal na ante-sala do consultório.
2. O rapaz não estava nem aí para minha pessoa. Estava mais preocupado em ver o filme que estava passando na TV. E a mocinha, imediatamente, catou uma revista de fofocas e começou a falar ininterruptamente na orelha do pobre (sempre se pendurando nele, marcando território). Isso eu aprendi por experiência própria: tem momentos em que um homem precisa de silêncio. Tem momentos em que ele simplesmente não está interessado em saber o que a mocinha ao lado quer contar, principalmente se for fofoca de celebridades... o que era o caso. Claro que a mocinha estava querendo desesperadamente atrair a atenção do jovem e ele, evidentemente, estava fazendo ouvidos moucos, mais interessado em saber que os turistas já tinham fugido de Honduras por conta da chegada iminente do furacão Felix.
3. A mocinha deu claras demonstrações de insegurança por conta da minha presença (ela me olhava fixamente enquanto dava suas demonstrações de ciuminho de adolescente). Mas se esqueceu de uma coisa importantíssima: mulher que se preze confia em si própria. Ela esqueceu alguns detalhes, por exemplo: eu estou com o rosto cheio de espinhas (ah, hormônios!), enquanto ela tinha a pele perfeita e lisa; eu tenho quase 30 anos, enquanto ela provavelmente tem uns 18 (idade que, certamente, o jovenzinho ao lado deve preferir, devido à sua aparente pouca idade); eu podia estar bem vestida, mas ela é certamente muito mais magrinha e elegante do que eu (embora estivesse vestida com essa ode ao mau gosto chamada "jeans de cintura baixa"). Enfim, talvez por conta da pouca idade, não sabe que, quanto menos auto-confiança, mais ciúme. E quanto mais ciúme, maior a chance de ela espantar o moçoilo...
4. O fato de o rapaz quase não dirigir a palavra à mocinha não significa que ele não a ame... mas simplesmente que queria ficar em silêncio naquele momento. E a insistência em falar, falar, falar, isso assusta. E muito!
Então, a quem a "carapuça" servir (ou seja, a quem essa história servir de aprendizado), que faça algum proveito das dicas acima...
segunda-feira, julho 02, 2007
Essa foi perfeita!
Piada ouvida (e recontada) por Fernando Gabeira, no aeroporto de Brasília:
"Do jeito que está, nessa de relaxa e goza, atraso de uma hora já é ejaculação precoce"
"Do jeito que está, nessa de relaxa e goza, atraso de uma hora já é ejaculação precoce"
quinta-feira, junho 28, 2007
Momento Nostálgico
Estava ouvindo uns CDs com músicas do Chico Buarque, e "dei de cara" com "Geni e o Zepelim". Me deu uma saudade das aulas de história do terceiro colegial... meu professor cantava essa música, era divertidíssimo, além de excelente professor, ele era um intérprete genial!
Então, em homenagem ao professor Gilberto, deixo aqui a letra da música:
"De tudo que é nego torto
Do mangue e do cais do porto
Ela já foi namorada.
O seu corpo é dos errantes
Dos cegos, dos retirantes
É de quem não tem mais nada.
Dá-se assim desde menina
Na garagem, na cantina
Atrás do tanque, no mato.
É a rainha dos detentos
Das loucas, dos lazarentos
Dos moleques do internato.
E também vai amiúde
Co'os velhinhos sem saúde
E as viúvas sem porvir.
Ela é um poço de bondade
E é por isso que a cidade
Vive sempre a repetir
Joga pedra na Geni
Joga pedra na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni!
Um dia surgiu, brilhante
Entre as nuvens, flutuante
Um enorme zepelim
Pairou sobre os edifícios
Abriu dois mil orifícios
Com dois mil canhões assim.
A cidade apavorada
Se quedou paralisada
Pronta pra virar geléia
Mas do zepelim gigante
Desceu o seu comandante
Dizendo
- Mudei de idéia
- Quando vi nesta cidade
- Tanto horror e iniqüidade
- Resolvi tudo explodir
- Mas posso evitar o drama
- Se aquela formosa dama
- Esta noite me servir!
Essa dama era Geni
Mas não pode ser Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni!!!
Mas de fato, logo ela
Tão coitada e tão singela
Cativara o forasteiro.
O guerreiro tão vistoso
Tão temido e poderoso
Era dela, prisioneiro.
Acontece que a donzela
- e isso era segredo dela
Também tinha seus caprichos
E a deitar com homem tão nobre
Tão cheirando a brilho e a cobre
Preferia amar com os bichos.
Ao ouvir tal heresia
A cidade em romaria
Foi beijar a sua mão.
O prefeito de joelhos
O bispo de olhos vermelhos
E o banqueiro com um milhão
Vai com ele, vai Geni
Vai com ele, vai Geni
Você pode nos salvar
Você vai nos redimir
Você dá pra qualquer um
Bendita Geni!!!
Foram tantos os pedidos
Tão sinceros, tão sentidos
Que ela dominou seu asco.
Nessa noite lancinante
Entregou-se a tal amante
Como quem dá-se ao carrasco.
Ele fez tanta sujeira
Lambuzou-se a noite inteira
Até ficar saciado.
E nem bem amanhecia
Partiu numa nuvem fria
Com seu zepelim prateado
Num suspiro aliviado
Ela se virou de lado
E tentou até sorrir.
Mas logo raiou o dia
E a cidade em cantoria
Não deixou ela dormir.
Joga pedra na Geni
Joga bosta na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni!!!!!
Então, em homenagem ao professor Gilberto, deixo aqui a letra da música:
"De tudo que é nego torto
Do mangue e do cais do porto
Ela já foi namorada.
O seu corpo é dos errantes
Dos cegos, dos retirantes
É de quem não tem mais nada.
Dá-se assim desde menina
Na garagem, na cantina
Atrás do tanque, no mato.
É a rainha dos detentos
Das loucas, dos lazarentos
Dos moleques do internato.
E também vai amiúde
Co'os velhinhos sem saúde
E as viúvas sem porvir.
Ela é um poço de bondade
E é por isso que a cidade
Vive sempre a repetir
Joga pedra na Geni
Joga pedra na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni!
Um dia surgiu, brilhante
Entre as nuvens, flutuante
Um enorme zepelim
Pairou sobre os edifícios
Abriu dois mil orifícios
Com dois mil canhões assim.
A cidade apavorada
Se quedou paralisada
Pronta pra virar geléia
Mas do zepelim gigante
Desceu o seu comandante
Dizendo
- Mudei de idéia
- Quando vi nesta cidade
- Tanto horror e iniqüidade
- Resolvi tudo explodir
- Mas posso evitar o drama
- Se aquela formosa dama
- Esta noite me servir!
Essa dama era Geni
Mas não pode ser Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni!!!
Mas de fato, logo ela
Tão coitada e tão singela
Cativara o forasteiro.
O guerreiro tão vistoso
Tão temido e poderoso
Era dela, prisioneiro.
Acontece que a donzela
- e isso era segredo dela
Também tinha seus caprichos
E a deitar com homem tão nobre
Tão cheirando a brilho e a cobre
Preferia amar com os bichos.
Ao ouvir tal heresia
A cidade em romaria
Foi beijar a sua mão.
O prefeito de joelhos
O bispo de olhos vermelhos
E o banqueiro com um milhão
Vai com ele, vai Geni
Vai com ele, vai Geni
Você pode nos salvar
Você vai nos redimir
Você dá pra qualquer um
Bendita Geni!!!
Foram tantos os pedidos
Tão sinceros, tão sentidos
Que ela dominou seu asco.
Nessa noite lancinante
Entregou-se a tal amante
Como quem dá-se ao carrasco.
Ele fez tanta sujeira
Lambuzou-se a noite inteira
Até ficar saciado.
E nem bem amanhecia
Partiu numa nuvem fria
Com seu zepelim prateado
Num suspiro aliviado
Ela se virou de lado
E tentou até sorrir.
Mas logo raiou o dia
E a cidade em cantoria
Não deixou ela dormir.
Joga pedra na Geni
Joga bosta na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni!!!!!
segunda-feira, junho 25, 2007
Destilando meu veneno...
É hoje que eu vou ser processada por vilipêndio à religião alheia (inclusive, aquela em que fui criada!).
O negócio é o seguinte: estou sozinha em casa, segunda-feira à noite, sem pai, sem mãe (ambos já morreram), o idiota do meu ex resolveu me largar na fase terminal da doença da minha mãe, e eu acabei de descobrir que o cara de quem eu estava afim está, na verdade, atirando pra todo lado, e não propriamente interessado em mim!
Pra me "ajudar", uma "amiga" insiste em me dizer que eu tenho que "rezar" e "pedir a Deus" que me mande o "companheiro certo".
Agora vem a parte do vilipêndio à religião: se esse tal de Deus existe, e todo mundo diz que é "onipresente" (está em todo lugar), onisciente (conhece tudo) e onipotente (pode tudo) por quê eu tenho que ficar "pedindo" e lembrando esse cara de que eu estou sofrendo e quase ficando louca de solidão?
Dá pra alguma pessoa sóbria me explicar? Sim, porque eu cheguei à conclusão de que religião é coisa de quem está fora do juízo perfeito...
O negócio é o seguinte: estou sozinha em casa, segunda-feira à noite, sem pai, sem mãe (ambos já morreram), o idiota do meu ex resolveu me largar na fase terminal da doença da minha mãe, e eu acabei de descobrir que o cara de quem eu estava afim está, na verdade, atirando pra todo lado, e não propriamente interessado em mim!
Pra me "ajudar", uma "amiga" insiste em me dizer que eu tenho que "rezar" e "pedir a Deus" que me mande o "companheiro certo".
Agora vem a parte do vilipêndio à religião: se esse tal de Deus existe, e todo mundo diz que é "onipresente" (está em todo lugar), onisciente (conhece tudo) e onipotente (pode tudo) por quê eu tenho que ficar "pedindo" e lembrando esse cara de que eu estou sofrendo e quase ficando louca de solidão?
Dá pra alguma pessoa sóbria me explicar? Sim, porque eu cheguei à conclusão de que religião é coisa de quem está fora do juízo perfeito...
quinta-feira, junho 14, 2007
Relaxa e goza??????????????
A frase de Marta Suplicy confirma o que eu disse no post anterior. Ela possivelmente não estava em Guarulhos na quarta-feira passada, e nem teve um vôo cancelado na segunda de madrugada (como eu tive, sendo que eu ja estava DENTRO do avião!). Ela não passou por isso tudo sendo uma pessoa que tem pavor de avião (como é o meu caso) e certamente não teve "Um Dia de Fúria" no aeroporto de Natal, como eu tive!
Para usar a linguagem vulgar que ela usa, "relaxa e goza" o escambau! Alguém joga essa prostituta (me desculpem, profissionais do sexo, nao quis ofendê-las!) em algum dos aeroportos, de prefêrencia o do Guarulhos, numa véspera de feriado, por favor.
E se ela tentar usar fila especial ou qualquer coisa parecida... parede humana!
Para usar a linguagem vulgar que ela usa, "relaxa e goza" o escambau! Alguém joga essa prostituta (me desculpem, profissionais do sexo, nao quis ofendê-las!) em algum dos aeroportos, de prefêrencia o do Guarulhos, numa véspera de feriado, por favor.
E se ela tentar usar fila especial ou qualquer coisa parecida... parede humana!
quarta-feira, junho 13, 2007
O que é o Brasil?
Há algumas décadas, um embaixador brasileiro na França disse que "O Brasil não é um país sério" (todo mundo atribui essa frase a Charles de Gaulle, mas não foi ele quem disse isto).
Eu vou mais longe. O Brasil é um bordel. Nós, contribuintes, somos as prostitutas, que pagamos uma taxa mensal (e cara) ao cafetão (o Governo).
E o resultado é uma foda...
Eu vou mais longe. O Brasil é um bordel. Nós, contribuintes, somos as prostitutas, que pagamos uma taxa mensal (e cara) ao cafetão (o Governo).
E o resultado é uma foda...
quinta-feira, maio 31, 2007
Musiquinha muito linda...
Deixo aqui a letra de uma canção da Macedônia, muito linda, para que eu me lembre e possa cantar de vez em quando:
Jovano, Jovanke,
Kraj Vardarot sediš mori,
Belo platno beliš,
Belo platno beliš dušo,
Sve na gore gledaš.
Jovano, Jovanke,
Jas tebe te cekam mori,
Doma da mi dojdeš,
A ti ne doadaš, dušo
Srce moje Jovano.
Jovano, Jovanke,
Tvojata majka mori,
Tebe neke pušta,
Kaj mene da dojdeš, dušo
Srce moje, Jovano.
Jovano, Jovanke,
Kraj Vardarot sediš mori,
Belo platno beliš,
Belo platno beliš dušo,
Sve na gore gledaš.
Jovano, Jovanke,
Jas tebe te cekam mori,
Doma da mi dojdeš,
A ti ne doadaš, dušo
Srce moje Jovano.
Jovano, Jovanke,
Tvojata majka mori,
Tebe neke pušta,
Kaj mene da dojdeš, dušo
Srce moje, Jovano.
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